Antes das escolhas, o passaporte precisa saber quem é você. Com essas três respostas, cada página seguinte vai destacar a opção mais recomendada para o seu perfil — como um verdadeiro consultor de intercâmbio faria.
No planejamento real de um intercâmbio, não existe "melhor cidade" ou "melhor bolsa" no absoluto — existe a melhor opção para o seu caso: seu orçamento, sua área de estudo e seu nível de francês mudam completamente qual caminho faz sentido.
O país já está definido — França. Agora escolha a cidade: cada uma tem um custo de vida e um perfil de curso diferente, e isso vai aparecer no seu dossiê final.
Na França, o intercâmbio não é organizado por "país" e sim por cidade e instituição — é lá que você vai morar, pagar aluguel e ter aula. Paris concentra a maior oferta de cursos, mas também o maior custo de vida do país. Cidades menores como Rennes ou Grenoble costumam ter aluguel mais barato e mais vagas em moradia estudantil (CROUS).
Essa escolha também define o consulado responsável pelo seu visto e a região onde você vai se cadastrar no OFII (Página 6).
O tipo de instituição muda o custo, o processo seletivo e o tipo de visto exigido.
Universidades públicas francesas têm mensalidade quase simbólica (geralmente de 170 a 380 euros por ano), mas o processo seletivo e a exigência de francês são mais rígidos. Instituições privadas (escolas de negócio, por exemplo) custam bem mais caro, mas costumam aceitar inglês e ter processos mais flexíveis. Uma escola de idiomas é o caminho certo para quem quer chegar com francês básico e evoluir antes de entrar num curso maior.
Agência, convênio, plataforma oficial ou intercâmbio independente: cada caminho tem um custo e um nível de autonomia diferente.
Campus France é a plataforma do governo francês — obrigatória para quase todo brasileiro que vai estudar mais de 90 dias no país, independente de qualquer outro caminho escolhido. Uma agência ajuda em todo o processo (mas cobra por isso); um convênio universitário só existe se sua faculdade já tem parceria firmada; e o caminho independente economiza dinheiro, mas exige que você mesmo pesquise prazos, editais e documentos.
Bolsa, universidade pública ou recursos próprios — a escolha aqui define o comprovante financeiro que você vai precisar apresentar.
A Bolsa Eiffel é a bolsa de excelência do governo francês: cobre manutenção, mas exige currículo forte e concorrência em edital. Optar por uma universidade pública gratuita reduz o custo principal (mensalidade) mesmo sem bolsa. Já usar recursos próprios dá mais liberdade de escolha, mas exige um comprovante financeiro (relevé bancaire) mais robusto para o visto.
Marque o que já está pronto. O que ficar sem marcar aparece como pendência no seu dossiê final.
A documentação para a França segue uma ordem obrigatória: primeiro o dossiê no Campus France, depois a carta de aceitação da instituição, só então o pedido de visto (VLS-TS) no consulado. Depois de desembarcar na França, o visto precisa ser validado pelo OFII nos primeiros meses — sem essa validação, o visto perde a validade mesmo estando dentro do prazo.
Resumo do seu perfil e das suas cinco decisões, como um plano real de intercâmbio.